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Amazon pede à FCC autorização para lançar 5.105 satélites de conectividade

A Amazon submeteu um pedido à FCC para operar uma constelação de 5.105 satélites visando oferecer serviços de voz e dados diretamente a dispositivos móveis a partir de 2028.

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Foto: G1 - Economia
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27/07 às 09:03 · atualizado 17:03

Pontos principais

  • O projeto prevê o lançamento de 5.105 satélites em órbita terrestre baixa (LEO).
  • A iniciativa visa fornecer conectividade direta para smartphones, incluindo voz, mensagens e internet.
  • A operação utilizará espectro da Globalstar, empresa que a Amazon concordou em comprar.
  • O serviço tem previsão de início das operações para o ano de 2028.
  • A rede contará com parcerias estratégicas, incluindo operadoras como Vodafone e DirecTV.
  • O movimento coloca a Amazon em concorrência direta com a Starlink, da SpaceX, no mercado D2D.
  • A tecnologia busca integrar o serviço de satélite com operadoras de telefonia móvel existentes para ampliar a cobertura em áreas remotas.

A Amazon protocolou formalmente um pedido junto à Federal Communications Commission (FCC) para a implementação de uma nova constelação de 5.105 satélites em órbita terrestre baixa. O projeto, denominado Amazon Leo, tem como objetivo principal viabilizar a conectividade direta para dispositivos móveis (Direct-to-Device), permitindo que smartphones acessem serviços de voz, mensagens e dados em áreas remotas sem a necessidade de torres de telefonia terrestre. A previsão da companhia é iniciar a operação da rede a partir de 2028, expandindo significativamente sua infraestrutura espacial.

Para viabilizar a tecnologia, a Amazon planeja utilizar o espectro da Globalstar, empresa que concordou em comprar recentemente. A infraestrutura será composta por satélites equipados com processamento de dados no espaço e conexões a laser, garantindo compatibilidade com aparelhos equipados com chipsets específicos. Além disso, a empresa já estabeleceu parcerias estratégicas com operadoras globais, como Vodafone, DirecTV, Herotel e National Broadband Network, para integrar o serviço ao mercado de consumo, incluindo suporte para modelos de iPhone e Apple Watch.

Esta iniciativa marca um movimento agressivo da Amazon no setor de telecomunicações via satélite, posicionando a empresa em concorrência direta com players estabelecidos como a Starlink, da SpaceX, além de AST SpaceMobile e Lynk Global. A expansão da infraestrutura visa especificamente aumentar a cobertura de rede em locais de difícil acesso, consolidando a estratégia de longo prazo da companhia para o setor. Embora o pedido ainda aguarde análise regulatória da FCC, o projeto reforça a disputa crescente por espectro e infraestrutura espacial entre as gigantes da tecnologia.

Fonte primária

Kuiper Systems LLC / FCC (International Bureau, ICFS)

Application of Kuiper Systems LLC for Authority to Launch and Operate a Non-Geostationary Satellite Orbit System (File No. SAT-LOA-20260601-00224)

No pedido protocolado em 24 de julho de 2026 (aceito no ICFS em 25 de julho), a Kuiper Systems LLC — subsidiária integral da Amazon.com Services LLC, operando como "Amazon Leo" — pede autorização da FCC para lançar e operar uma nova constelação NGSO de até 5.105 satélites de órbita baixa dedicados a conectividade direct-to-device (D2D), batizada "Amazon Leo D2D System". A tabela de projeto orbital lista cinco camadas: 510 km (inclinação 56,3°, 2.970 posições), 540 km (84°, 595), 560 km (58,2°, 2.970), 570 km (73°, 1.540) e 580 km (55,7°, 2.970) — total de mais de 11 mil posições orbitais definidas, mas a empresa afirma explicitamente que a constelação não excederá 5.105 satélites. O sistema operará nas faixas 1,6/2,4 GHz (1610–1618,725 MHz e 2483,5–2500 MHz), incluindo espectro hoje licenciado exclusivamente à Globalstar, cuja aquisição pela Amazon (~US$ 11 bi, anunciada em 13 de abril de 2026) deve fechar em 2027; links de alimentação (feeder) em Ka-band e V-band; e TT&C também em Ka/V-band. Fora dos EUA, a Amazon busca ainda frequências adicionais em L-band e S-band. A petição argumenta que o D2D System vai operar em conjunto com os sistemas de banda larga já autorizados da Amazon Leo e com os sistemas HIBLEO e C-3 herdados da Globalstar, orquestrando tráfego entre eles para levar mensagens, voz, dados, comunicações de emergência, conectividade veicular e IoT a áreas sem cobertura terrestre — inclusive como camada de fallback para busca e salvamento e socorro marítimo. A empresa pede à Comissão que conceda o pedido "expeditiously" e assume responsabilidade pelas taxas de custo-recuperação da ITU.

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