Um relatório do Imazon revela que o desmatamento na Amazônia Legal é mais intenso em torno e dentro de unidades de conservação estaduais e terras indígenas, com áreas protegidas federais sob alta pressão externa.
O desmatamento na Amazônia Legal persiste com maior intensidade nas proximidades e dentro de áreas protegidas, conforme aponta um relatório do Imazon. A análise, que abrange o período de outubro a dezembro de 2025 e utiliza imagens de satélite, destaca que unidades de conservação estaduais e terras indígenas, principalmente no Amazonas, são as mais afetadas. Enquanto as unidades estaduais enfrentam uma divisão igualitária entre ameaça (desmatamento a até 10 km) e pressão (desmatamento interno), as terras indígenas registram 68% de ameaça e 32% de pressão, indicando que o avanço da destruição está cada vez mais próximo ou já dentro desses territórios cruciais para a biodiversidade.
O estudo revela que a Resex Chico Mendes, no Acre, foi a área protegida mais pressionada, e a Flona de Saracá-Taquera, no Pará, a mais ameaçada no último trimestre de 2025. A constante presença dessas e de outras áreas nas listas de maior ameaça e pressão sugere uma falha nas estratégias de fiscalização e combate ao desmatamento. Este cenário é preocupante, pois demonstra que a fronteira do desmatamento está se movendo de áreas adjacentes para o interior dos territórios protegidos, intensificando a destruição de ecossistemas e a perda de biodiversidade.