MPF ordena interrupção de dragagem da Alcoa no rio Amazonas
O Ministério Público Federal exige a suspensão das atividades da Alcoa em Juruti por falhas no licenciamento ambiental e riscos à biodiversidade.
Pontos principais
- O MPF estabeleceu um prazo de 24 horas para a paralisação da dragagem realizada pela Alcoa no Pará.
- Laudos técnicos apontam que o licenciamento da operação baseou-se em estudos simplificados e desatualizados.
- A investigação destaca riscos ao período de reprodução de quelônios e à piracema na região.
- A Alcoa defende a regularidade de suas operações e afirma que possui licenças baseadas em estudos robustos.
O Ministério Público Federal (MPF) determinou que a Alcoa interrompa, em até 24 horas, as operações de dragagem no rio Amazonas, localizadas no município de Juruti, no Pará. A recomendação fundamenta-se em um laudo técnico que aponta irregularidades no licenciamento ambiental da mineradora, alegando que a empresa utilizou estudos simplificados e desatualizados para embasar suas atividades. Segundo o órgão, a continuidade da dragagem representa um risco iminente ao ecossistema local, afetando diretamente o ciclo reprodutivo de quelônios e o processo de piracema na região. Em resposta, a Alcoa declarou que suas operações estão em conformidade com a legislação vigente e que possui licenças sólidas, comprometendo-se a prestar todos os esclarecimentos necessários às autoridades competentes para comprovar a segurança ambiental de suas práticas.
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