CVM aceita acordo de R$ 1,5 milhão com XP e Guilherme Benchimol
A XP e seu fundador pagarão R$ 1,485 milhão para encerrar processo na CVM sobre irregularidades de agentes autônomos ocorridas entre 2014 e 2017.
Pontos principais
- O acordo encerra um processo administrativo aberto pela CVM em 2017.
- A XP pagará R$ 1,08 milhão e Guilherme Benchimol contribuirá com R$ 405 mil.
- O caso envolveu o escritório Index Capital e a gestora Genus, que causaram prejuízos de R$ 5 milhões a clientes.
- A XP deverá pagar R$ 1,2 milhão a uma investidora que denunciou a fraude.
- A CVM apontou falhas na fiscalização da XP sobre as operações realizadas pelos agentes autônomos.
- A proposta de termo de compromisso de Ricardo Barbosa, dono da gestora, foi rejeitada pelo órgão regulador.
- A XP afirmou que os fatos foram resolvidos internamente à época e que colaborou com as autoridades.
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) homologou um termo de compromisso com a XP Investimentos e seu fundador, Guilherme Benchimol, para encerrar um processo administrativo iniciado em 2017. A investigação apurou irregularidades cometidas pelo escritório de agentes autônomos Index Capital e pela gestora Genus, que resultaram em prejuízos de R$ 5 milhões a clientes. Segundo a CVM, a corretora falhou na fiscalização das atividades dos agentes, que administravam carteiras de forma irregular e ocultavam perdas em relatórios.
Além do pagamento de R$ 1,485 milhão aos cofres públicos, o acordo estabelece que a XP pague R$ 1,2 milhão a uma investidora que denunciou o esquema, sendo este o ponto de partida para a descoberta das fraudes. Enquanto a XP e Benchimol obtiveram o encerramento do processo, a CVM rejeitou a proposta de termo de compromisso apresentada por Ricardo Barbosa, responsável pelas entidades envolvidas, citando a gravidade das acusações.
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