Vaticano mantém sigilo sobre processo contra ex-jesuíta Marko Rupnik
O Vaticano reafirmou a confidencialidade do processo contra Marko Rupnik, ex-jesuíta acusado de abusos sexuais e espirituais contra diversas mulheres.
Pontos principais
- O Vaticano justifica o sigilo pela natureza sensível das acusações e para preservar o andamento do processo judicial canônico.
- Marko Rupnik é acusado de violência psicológica e sexual contra pelo menos 20 mulheres ao longo de três décadas.
- A advogada das vítimas, Laura Sgrò, denuncia a falta de informações oficiais sobre o julgamento há nove meses.
- O caso é um dos principais desafios enfrentados pelo pontificado de Leão XIV, iniciado em maio de 2025.
- Em resposta às denúncias, o santuário de Lourdes decidiu ocultar obras de arte produzidas pelo ex-jesuíta.
O Vaticano reafirmou a necessidade de manter o sigilo absoluto no processo judicial eclesiástico contra o ex-jesuíta Marko Rupnik. O artista, conhecido por suas obras religiosas, enfrenta acusações de abusos sexuais e espirituais cometidos contra pelo menos 20 mulheres ao longo de 30 anos. A defesa das denunciantes, liderada pela advogada Laura Sgrò, critica a falta de transparência da Santa Sé, relatando que não recebe atualizações sobre o caso há nove meses. Em carta enviada ao cardeal Víctor Manuel Fernández, a defesa questionou a eficácia do sistema de proteção às vítimas da Igreja. O Vaticano, por sua vez, sustenta que a avaliação do caso segue em curso e que a confidencialidade é necessária para garantir a integridade do rito processual. O episódio tornou-se um dos pontos de maior tensão para o pontificado de Leão XIV, que assumiu o cargo em maio de 2025.
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