A fase de recursos do "julgamento do século" no Vaticano foi retomada após promotores enfrentarem reveses, incluindo a renúncia do promotor-chefe e questionamentos sobre a imparcialidade do processo.
A fase de recursos do "julgamento do século" no Vaticano foi retomada, marcando um momento crítico após reveses significativos para a promotoria. O processo, que envolve o ex-cardeal Angelo Becciu e outros oito réus condenados por crimes financeiros em 2023, viu a rejeição de um recurso dos promotores pelo Tribunal de Cassação do Vaticano, o que pode levar à redução ou anulação das sentenças. Além disso, o promotor-chefe Alessandro Diddi renunciou ao caso, levantando questões sobre a imparcialidade e a condução da investigação.
Um ponto central da contestação pela defesa são os decretos secretos emitidos pelo Papa Francisco. Os advogados argumentam que esses decretos concederam poderes legislativos, executivos e judiciais supremos aos promotores durante a investigação, comprometendo a equidade do processo. O julgamento original focou em um investimento de 350 milhões de euros do Vaticano em um imóvel em Londres, e os desdobramentos atuais podem ter implicações profundas para a credibilidade e a transparência do sistema judicial da Santa Sé.