TSMC projeta queda de margens com expansão de US$ 200 bi nos EUA
A TSMC prevê diluição de margens nos próximos anos devido aos custos elevados da fabricação de chips em solo americano sob pressão de Donald Trump.
Pontos principais
- A TSMC anunciou um plano de investimento de US$ 200 bilhões para expandir sua capacidade produtiva nos Estados Unidos.
- A fabricação de semicondutores nos EUA é estimada como sendo de 20% a 50% mais cara do que em Taiwan.
- A empresa prevê uma diluição de margem bruta entre 2% e 4% nos próximos anos devido aos custos operacionais internacionais.
- Analistas projetam que a TSMC poderá repassar os custos aos clientes, com aumento de preços de até 10% em 2027.
A TSMC, maior fabricante de semicondutores do mundo, enfrenta um cenário de pressão financeira decorrente da estratégia de nacionalização da produção de chips nos Estados Unidos. Sob forte influência política do governo do presidente Donald Trump, a companhia comprometeu US$ 200 bilhões para ampliar suas fábricas em solo americano. No entanto, a complexidade logística e os custos operacionais mais elevados nos EUA, que superam em até 50% os valores praticados em Taiwan, devem impactar diretamente a rentabilidade da empresa. A TSMC alertou que a diluição das margens brutas deve persistir por vários anos, forçando a companhia a considerar o repasse desses custos aos seus clientes globais. Apesar do desafio, a empresa mantém um desempenho robusto, impulsionado pela alta demanda por chips voltados para inteligência artificial, que garantiu lucros recordes no segundo trimestre.
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