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Sistema de castas mantém escravidão hereditária na ilha de Sumba

Prática ancestral de escravidão persiste na ilha indonésia de Sumba, marcada por abusos físicos e sexuais sob o pretexto de tradições locais.

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Foto: G1 Mundo
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22/07 às 05:31

Pontos principais

  • A população de Sumba é dividida por um sistema de castas que classifica indivíduos como nobres, povo comum ou escravizados.
  • A escravidão é mantida através da cultura local e da religião marapu, apesar de ter sido abolida oficialmente na Indonésia em 1860.
  • Relatos indicam exploração laboral sistemática, além de episódios recorrentes de violência física e abuso sexual contra mulheres.
  • A impunidade prevalece devido à influência da elite local e ao reconhecimento estatal de direitos consuetudinários que dificultam denúncias.

Na ilha de Sumba, na Indonésia, um sistema de castas ancestral perpetua a escravidão hereditária, mantendo pessoas em condições de submissão total. Conhecidos como atas, esses indivíduos sofrem abusos físicos e sexuais sob o manto de tradições culturais e da religião marapu. Embora a prática tenha sido abolida oficialmente no país em 1860, ela permanece enraizada na estrutura social da ilha, desafiando a legislação nacional vigente. A persistência dessa exploração é agravada pela impunidade, uma vez que as vítimas enfrentam forte pressão da elite local para não denunciarem os crimes. O governo indonésio reconhece a dificuldade de combater o problema, citando a complexidade da pluralidade cultural do país como um obstáculo para a aplicação efetiva das leis que proíbem a escravidão e protegem os direitos humanos fundamentais na região.

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