Mulher australiana é acusada de escravidão ligada ao Estado Islâmico
Sobrevivente yazidi depõe contra Zeinab Ahmad, acusada de manter adolescente em cativeiro e permitir abusos sexuais durante domínio do Estado Islâmico.
Pontos principais
- Zeinab Ahmad, de 31 anos, enfrenta acusações de crimes de escravidão cometidos na Síria.
- Uma sobrevivente yazidi relatou ao tribunal australiano ter sido mantida em cativeiro e estuprada sistematicamente.
- O depoimento aponta que os abusos eram praticados pelo pai da ré enquanto viviam sob o regime do Estado Islâmico.
- O caso integra as investigações australianas sobre cidadãos que retornaram de zonas de conflito controladas por grupos terroristas.
O processo contra Zeinab Ahmad, de 31 anos, ganhou novos contornos após o depoimento de uma sobrevivente yazidi em um tribunal de Melbourne. A vítima detalhou perante a justiça australiana o período em que foi mantida em cativeiro na Síria, descrevendo episódios recorrentes de agressões físicas e estupros cometidos pelo pai da acusada. Segundo as denúncias, Ahmad coabitou com a adolescente enquanto esta era submetida a um regime de escravidão sexual, evidenciando a participação direta da ré em redes de exploração humana sob o domínio do Estado Islâmico. As autoridades policiais confirmaram a gravidade dos relatos, que reforçam a complexidade jurídica enfrentada pelo país ao processar cidadãos que retornaram de zonas de conflito. A defesa de Ahmad apresentou o pedido de fiança um mês após a formalização das acusações, que seguem sob análise do tribunal.
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