Falta de desfibriladores coloca 16 milhões em risco na Inglaterra e Gales
Estudo aponta que milhões vivem longe de desfibriladores, reduzindo chances de sobrevivência em paradas cardíacas fora de hospitais.
Pontos principais
- Mais de 16 milhões de pessoas residem a mais de 1 km de um desfibrilador com acesso 24 horas.
- Cerca de 35 milhões de habitantes não estão a uma distância de caminhada rápida de um dispositivo.
- O Reino Unido registra mais de 40 mil paradas cardíacas extra-hospitalares por ano.
- A taxa de sobrevivência atual para esses casos é inferior a 10% no país.
- O uso de desfibrilação e RCP precoce pode dobrar as chances de sobrevivência das vítimas.
Uma pesquisa da campanha Heart Restart revelou uma lacuna crítica na infraestrutura de saúde da Inglaterra e do País de Gales. O levantamento indica que milhões de cidadãos estão desassistidos em casos de emergência, já que 16 milhões de pessoas vivem a mais de um quilômetro de distância de um desfibrilador acessível 24 horas por dia. A falta de proximidade com esses equipamentos é um fator determinante, visto que o acesso rápido é essencial para reverter paradas cardíacas fora do ambiente hospitalar. Atualmente, o Reino Unido enfrenta mais de 40 mil episódios anuais desse tipo, com uma taxa de sobrevivência que não atinge 10%. Especialistas reforçam que a combinação de reanimação cardiopulmonar (RCP) imediata com a desfibrilação precoce é a estratégia mais eficaz para dobrar as chances de vida das vítimas, tornando a expansão da rede de dispositivos uma prioridade de saúde pública.
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