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Especialistas alertam para risco de superaquecimento em novos prédios na Inglaterra

A falta de estratégias de resfriamento em novos projetos imobiliários na Inglaterra ameaça a segurança de moradores diante de ondas de calor.

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Foto: The Guardian World
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15/07 às 03:32

Pontos principais

  • Cerca de 2.700 pessoas morreram devido ao calor extremo na Inglaterra e no País de Gales entre maio e junho.
  • Apenas 50% dos planos de desenvolvimento urbano locais exigem medidas de ventilação ou resfriamento em novas obras.
  • O Royal Town Planning Institute e a Town and Country Planning Association exigem padrões governamentais mais rigorosos.
  • O superaquecimento em edifícios residenciais coloca em risco direto populações vulneráveis durante eventos climáticos extremos.

Especialistas em planejamento urbano na Inglaterra alertam que a ausência de diretrizes obrigatórias para o resfriamento de novas construções está transformando edifícios em potenciais riscos à saúde. Com o aumento da frequência e intensidade das ondas de calor, a falta de ventilação adequada em projetos imobiliários recentes tem gerado preocupações sobre a segurança térmica, especialmente para grupos vulneráveis. Dados recentes indicam que o calor extremo foi responsável por cerca de 2.700 mortes na Inglaterra e no País de Gales apenas entre maio e junho. Atualmente, apenas metade dos planos de desenvolvimento urbano locais impõe exigências de resfriamento, levando entidades como o Royal Town Planning Institute a pressionar o governo por normas nacionais mais rígidas. A crise de superaquecimento destaca a necessidade urgente de adaptar o setor da construção civil às novas realidades climáticas para evitar que novas habitações se tornem perigosas para seus ocupantes.

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