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Juiz dos EUA marca julgamento de Nicolás Maduro para junho de 2027

O ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, serão julgados em Nova York por acusações de narcoterrorismo e tráfico de drogas.

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Foto: G1 Mundo
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22/07 às 11:33 · atualizado 19:31

Pontos principais

  • O julgamento de Nicolás Maduro e Cilia Flores foi agendado para 1º de junho de 2027 em um tribunal federal de Manhattan.
  • O casal enfrenta acusações formais de conspiração para narcoterrorismo, tráfico internacional de cocaína e posse de armas.
  • Maduro e Flores estão detidos em uma prisão no Brooklyn desde janeiro de 2026.
  • A captura do ex-presidente ocorreu em Caracas durante uma operação militar ordenada pelo governo dos EUA.
  • A defesa de Maduro contesta a legalidade da operação militar e alega imunidade diplomática por ele ter sido chefe de Estado.
  • O juiz federal Alvin Hellerstein estabeleceu o cronograma após solicitação conjunta da acusação e da defesa.
  • A defesa terá até janeiro de 2027 para apresentar novas moções legais após a análise de provas confidenciais.
  • O governo dos EUA classifica a detenção como uma operação legítima de aplicação da lei, enquanto a defesa sustenta que Maduro é um prisioneiro de guerra.
  • Desde a remoção de Maduro do poder, a Venezuela é governada por Delcy Rodríguez.
  • O casal se declarou inocente de todas as acusações durante a audiência preliminar realizada em Nova York.

O juiz federal Alvin Hellerstein, de um tribunal em Manhattan, marcou para o dia 1º de junho de 2027 o início do julgamento do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. O casal, que está detido em uma unidade prisional no Brooklyn desde janeiro de 2026, enfrenta acusações graves nos Estados Unidos, incluindo conspiração para narcoterrorismo, tráfico de cocaína e posse de armamento ilegal. A decisão foi tomada após uma audiência preliminar em que a defesa e a promotoria alinharam o cronograma processual para os próximos meses.

Durante a audiência, a defesa de Maduro, liderada pelo advogado Barry Pollack, reiterou a intenção de contestar a legalidade da operação militar que resultou na captura do ex-líder em Caracas, em janeiro de 2026. Os advogados planejam solicitar o arquivamento do processo sob o argumento de imunidade diplomática, sustentando que Maduro deveria ser tratado como um prisioneiro de guerra. Em contrapartida, o governo dos Estados Unidos, sob a gestão do presidente Donald Trump, defende a legitimidade da ação como uma operação de aplicação da lei contra o tráfico internacional de entorpecentes.

O caso representa um desdobramento crítico nas relações entre Washington e Caracas. Desde a prisão de Maduro, a Venezuela passou a ser governada por Delcy Rodríguez, que tem buscado estabelecer uma nova dinâmica diplomática com a administração americana. Enquanto o processo segue em curso, o juiz Hellerstein permitiu que a defesa apresente novas moções legais até o início de 2027, após a entrega de provas classificadas pela promotoria. O julgamento, que pode resultar em penas de prisão perpétua, é acompanhado de perto por observadores internacionais e manifestantes que se reúnem frequentemente em frente ao tribunal em Nova York.

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