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Contadora ligada à Lava Jato é alvo de operação por serviços ao PCC

Meire Poza é acusada de receber R$ 70 mil mensais para gerir a estrutura contábil e financeira da facção criminosa PCC.

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Foto: InfoMoney
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22/07 às 09:03

Pontos principais

  • A Operação Janus, conduzida pelo Gaeco, investiga a prestação de serviços contábeis de Meire Poza ao PCC por ao menos cinco anos.
  • A investigada recebia pagamentos mensais de R$ 70 mil para manter a engrenagem financeira da facção.
  • O inquérito aponta o uso de operações de câmbio e a criação de empresas de fachada para ocultar patrimônio ilícito.
  • Meire Poza já responde a processos criminais decorrentes das operações Bazaar e Encilhamento.

A contadora Meire Poza, figura conhecida por seu envolvimento em desdobramentos da Operação Lava Jato, tornou-se alvo da Operação Janus, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Segundo as investigações, Poza prestava serviços contábeis ao PCC há pelo menos cinco anos, recebendo uma remuneração mensal de R$ 70 mil para estruturar e gerir a contabilidade da facção criminosa. O inquérito revelou que a contadora utilizava sua expertise para manipular dados fiscais, criar empresas de fachada e realizar operações de câmbio destinadas à ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro. A atuação de Poza reforça a conexão entre especialistas em crimes financeiros e o crime organizado, facilitando a movimentação de recursos ilícitos. A investigada, que já é ré em outros processos como as operações Bazaar e Encilhamento, segue sob monitoramento das autoridades.

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