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China ameaça França com retaliações por lei contra ultra fast fashion

O governo chinês contesta a nova lei francesa que impõe restrições e multas a plataformas de moda ultrarrápida, alegando barreira comercial ilegal.

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Foto: Times Brasil
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22/07 às 13:31

Pontos principais

  • A legislação francesa, que entra em vigor em 1º de setembro, visa mitigar o impacto ambiental da moda ultrarrápida.
  • A China classificou a norma como discriminatória e sugeriu que ela viola princípios da Organização Mundial do Comércio.
  • As medidas incluem penalidades financeiras e restrições de publicidade para grandes plataformas de e-commerce.
  • O governo francês confirmou que empresas como Shein, Temu e AliExpress são os principais alvos da regulação.

O governo chinês manifestou forte oposição à nova legislação francesa voltada para o setor de 'ultra fast fashion', classificando as medidas como uma barreira comercial ilegal e discriminatória. A lei, que deve entrar em vigor no dia 1º de setembro, estabelece um regime de multas e limitações severas à publicidade para grandes plataformas de e-commerce, com o objetivo declarado de reduzir o impacto ambiental causado pelo consumo acelerado de vestuário. O Ministério do Comércio da China argumenta que a iniciativa fere as normas da Organização Mundial do Comércio e prometeu retaliações caso a França mantenha o cronograma. A regulação tem como foco principal gigantes do setor, como Shein, Temu e AliExpress, que dominam o mercado europeu com modelos de negócio baseados em alta rotatividade e preços reduzidos, gerando um novo ponto de tensão nas relações comerciais entre Pequim e Paris.

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