Novo Nordisk suspende venda direta de medicamentos no Brasil
A farmacêutica interrompeu o projeto de venda direta ao consumidor para ajustar o modelo comercial após críticas do setor varejista.
Pontos principais
- A suspensão temporária afeta a venda direta de medicamentos como Ozempic, Wegovy e Rybelsus.
- A decisão visa integrar melhor o modelo aos parceiros estratégicos do varejo farmacêutico.
- A empresa enfrenta tensões comerciais com redes de farmácias e concorrência crescente da Eli Lilly.
- A Novo Nordisk articula estratégias para incluir o Wegovy no Sistema Único de Saúde (SUS).
A Novo Nordisk anunciou a suspensão temporária de seu projeto de venda direta ao consumidor, uma iniciativa que gerou preocupações entre investidores e atritos com o varejo farmacêutico. A farmacêutica dinamarquesa informou que a medida serve para incorporar aprendizados da fase piloto e ajustar o modelo de distribuição aos seus parceiros estratégicos. O movimento ocorre em um momento de intensa disputa de mercado, onde a empresa busca recuperar a liderança no segmento de emagrecedores, atualmente pressionada pela concorrência da Eli Lilly. Além dos desafios comerciais no varejo, a companhia articula esforços para viabilizar a oferta do Wegovy por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Até o momento, a farmacêutica não estabeleceu um prazo para a retomada do canal de vendas diretas ou para a resolução definitiva das tensões com as redes de farmácias brasileiras.
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