Maior atlas do envelhecimento: 7 milhões de células revelam que envelhecimento é processo coordenado
Rockefeller University perfilou 7 milhões de células em 21 tecidos, revelando que 40% das alterações do envelhecimento dependem do sexo.
Pontos principais
- Quase 7 milhões de células perfiladas em 21 tecidos de mamíferos publicado na Science
- Cerca de um quarto dos tipos celulares muda em quantidade durante o envelhecimento
- Envelhecimento coordenado por sinais sistêmicos em todo o corpo, não deterioração aleatória
- Aproximadamente 300.000 regiões de DNA mostram alterações relacionadas à idade
- 40% das alterações são dependentes do sexo, com fêmeas mostrando ativação imune mais forte
- Atlas completo disponível publicamente em epiage.net
A Rockefeller University publicou na Science o mais abrangente atlas do envelhecimento já produzido — quase sete milhões de células perfiladas em 21 tecidos de mamíferos. O estudo revela que o envelhecimento é coordenado por sinais sistêmicos em todo o corpo, não uma deterioração aleatória órgão por órgão.
Cerca de um quarto de todos os tipos celulares muda significativamente em quantidade durante o envelhecimento, com células musculares e renais diminuindo enquanto células imunes aumentam substancialmente. Aproximadamente 300.000 regiões de DNA mostram alterações importantes relacionadas à idade, e ~1.000 regiões genômicas mostram alterações em muitos tipos celulares diferentes, sugerindo programas biológicos comuns.
Quarenta por cento das alterações celulares associadas ao envelhecimento diferem significativamente entre machos e fêmeas, com fêmeas mostrando ativação imune mais forte. Citocinas de sinalização imune podem desencadear mudanças celulares relacionadas à idade, abrindo portas para terapias anti-envelhecimento direcionadas.
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