Aumento de barrigas de aluguel no exterior eleva risco de apatridia infantil
Especialistas alertam que a falta de uma convenção global sobre barriga de aluguel internacional deixa recém-nascidos sem nacionalidade definida.
Pontos principais
- O crescimento da prática de barriga de aluguel internacional tem gerado preocupações sobre a apatridia de recém-nascidos.
- A Conferência da Haia de Direito Internacional Privado suspendeu um esforço de 15 anos para criar uma convenção sobre o tema.
- A interrupção do projeto ocorreu devido a divisões profundas entre os países membros da organização.
- Especialistas defendem a necessidade urgente de uma regulamentação global para harmonizar as leis entre os países envolvidos.
O aumento da prática de barriga de aluguel internacional tem colocado recém-nascidos em uma situação de vulnerabilidade jurídica, com especialistas alertando para o risco crescente de apatridia. A ausência de um marco regulatório global cria um vácuo legal, onde a falta de harmonização entre as leis dos países de origem e de destino impede que crianças obtenham cidadania. O cenário de incerteza foi agravado pela decisão da Conferência da Haia de Direito Internacional Privado de suspender, após 15 anos, os esforços para estabelecer uma convenção internacional sobre o assunto. A paralisação reflete divergências éticas e jurídicas profundas entre os Estados-membros, deixando famílias e crianças em um limbo legal. O México tem sido um dos principais focos desse debate, evidenciando a urgência de uma solução coordenada que proteja os direitos fundamentais dos bebês nascidos por meio desses processos transfronteiriços.
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