TJ-SP nega cela especial para a influenciadora Deolane Bezerra
Tribunal manteve a influenciadora na Penitenciária de Tupi Paulista, rejeitando o pedido de transferência para uma Sala de Estado-Maior.
Pontos principais
- A 16ª Câmara de Direito Criminal do TJ-SP negou, por unanimidade, o pedido da defesa de Deolane Bezerra.
- A influenciadora é ré na Operação Vérnix, processo que investiga um esquema financeiro ligado ao PCC.
- O caso envolve Marco Willians Herbas Camacho, o 'Marcola', apontado como líder da facção criminosa.
- A defesa alegava direito à Sala de Estado-Maior por ela ser advogada, mas o tribunal considerou as condições atuais adequadas.
O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu manter a influenciadora Deolane Bezerra na Penitenciária de Tupi Paulista. A 16ª Câmara de Direito Criminal rejeitou, por unanimidade, o pedido da defesa para que ela fosse transferida para uma Sala de Estado-Maior, prerrogativa que advogados costumam reivindicar. A relatora do caso, desembargadora Renata William Rached Catelli, argumentou que as acomodações atuais da detenta já superam os padrões da carceragem comum e garantem a segregação necessária da massa carcerária, tornando a transferência desnecessária.
Deolane Bezerra é ré na Operação Vérnix, que apura um complexo esquema financeiro associado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). O processo ganha relevância por incluir entre os réus Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, líder da facção. A decisão do tribunal reforça o entendimento de que, apesar da condição de advogada da influenciadora, as condições de custódia atuais atendem aos requisitos legais de dignidade.
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