Presidente da Hungria renuncia após aprovação de destituição
Tamás Sulyok aceitou deixar o cargo após o Parlamento aprovar emenda constitucional que encerra seu mandato por perda de confiança pública.
Pontos principais
- O Parlamento húngaro aprovou a 17ª emenda constitucional, com apoio do partido Tisza, para encerrar o mandato de Sulyok.
- A destituição foi formalizada sob o argumento de 'séria perda de confiança' da sociedade no chefe de Estado.
- Tamás Sulyok, eleito em 2024 com apoio do partido Fidesz de Viktor Orbán, assinou a legislação que efetiva sua saída.
- O Legislativo húngaro iniciará o processo de escolha de um sucessor interino enquanto articula reformas constitucionais.
O presidente da Hungria, Tamás Sulyok, concordou em deixar o cargo após o Parlamento do país aprovar uma moção para sua destituição. A medida, consolidada pela 17ª emenda constitucional, foi impulsionada pelo partido Tisza, liderado pelo primeiro-ministro Péter Magyar, sob a justificativa de uma séria perda de confiança pública no mandatário. Sulyok, que havia sido eleito em 2024 com o respaldo do partido nacionalista Fidesz, do ex-primeiro-ministro Viktor Orbán, formalizou sua renúncia ao assinar o texto da nova lei.
Embora tenha acatado a decisão, Sulyok criticou o processo, classificando a reforma como um risco ao Estado de Direito e à separação de poderes. A saída do presidente ocorre em um momento de intensa reconfiguração política na Hungria, com o governo atual buscando implementar mudanças estruturais profundas. O Parlamento agora se prepara para eleger um sucessor interino, enquanto o país aguarda a implementação de uma nova Constituição que deve redesenhar as bases do sistema político nacional.
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