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Netflix diz que cerca de 300 títulos usaram IA generativa

Sarandos afirma que 17 minutos da docussérie The American Experiment saíram duas vezes mais rápido e pela metade do custo.

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17/07 às 09:00

Pontos principais

  • A Netflix revelou no relatório do segundo trimestre, divulgado em 16 de julho, que cerca de 300 títulos da plataforma usaram IA generativa.
  • A maior parte do uso ocorreu na pós-produção; entre os títulos estão The American Experiment, Glory e Brasil 70: A Saga do Tri.
  • Essas produções usaram a tecnologia para "criar sequências altamente complexas", incluindo multidões ampliadas, batalhas históricas e planos gerais de construção de mundo.
  • O co-CEO Ted Sarandos disse que The American Experiment inclui 17 minutos de "imagens aprimoradas por IA", produzidas duas vezes mais rápido e pela metade do custo.
  • A Netflix reportou US$12,56 bilhões de receita no trimestre e diz seguir no caminho para dobrar a receita de publicidade para US$3 bilhões.
  • A empresa adquiriu a startup de IA de Ben Affleck, criou um estúdio de animação com IA e usa a voz gerada por IA de Gene Wilder no reality Wonka's The Golden Ticket.

O argumento de Sarandos na teleconferência com investidores não foi de corte de custos, e sim de escopo: "Em muitos casos, as produções teriam deixado de fora essas tomadas-chave porque simplesmente não teriam conseguido pagar por elas", disse, acrescentando que "elas não teriam conseguido fazê-las nos prazos em que estão trabalhando". A empresa afirma estar "cada vez mais usando essas ferramentas para entregar resultado de maior qualidade mais rapidamente e a um custo menor".

O uso declarado acompanha investimentos diretos: a compra da startup de IA de Ben Affleck, um estúdio próprio de animação com IA e a voz gerada por IA de Gene Wilder no novo reality Wonka's The Golden Ticket.

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