A medicina brasileira perdeu uma de suas figuras mais influentes com o falecimento da cirurgiã e pesquisadora Angelita Habr-Gama, aos 93 anos, em São Paulo. Professora emérita da Faculdade de Medicina da USP, ela construiu uma carreira marcada por pioneirismos, sendo a primeira mulher a concluir residência em cirurgia no Hospital das Clínicas e a integrar, em 1962, o corpo clínico do prestigiado Hospital St. Marks, em Londres. Sua relevância global consolidou-se com o desenvolvimento do protocolo 'Watch and Wait', uma abordagem inovadora para o tratamento do câncer de reto que reduziu a necessidade de intervenções cirúrgicas invasivas. Reconhecida pela Universidade de Stanford como uma das cientistas mais influentes do mundo, seu legado permanece vivo através de diretrizes clínicas internacionais, como as da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, que adotaram seus métodos de pesquisa em 2024.
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