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Morre Angelita Habr-Gama, pioneira da cirurgia brasileira, aos 93 anos

A renomada médica e pesquisadora, referência mundial em coloproctologia, faleceu em São Paulo após uma trajetória de inovações na medicina.

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Foto: InfoMoney
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31/05 às 11:02 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • Angelita Habr-Gama foi a primeira mulher a realizar residência em cirurgia no Hospital das Clínicas da USP.
  • Desenvolveu o protocolo 'Watch and Wait', que evita cirurgias desnecessárias no tratamento do câncer de reto.
  • Foi a primeira mulher aceita no Hospital St. Marks, em Londres, em 1962.
  • Recebeu a medalha Bigelow da Sociedade de Cirurgia de Boston em 2023 por suas contribuições científicas.
  • Sua trajetória foi marcada pela superação de barreiras de gênero na medicina e por diretrizes incorporadas pela oncologia americana.

A medicina brasileira perdeu uma de suas figuras mais influentes com o falecimento da cirurgiã e pesquisadora Angelita Habr-Gama, aos 93 anos, em São Paulo. Professora emérita da Faculdade de Medicina da USP, ela construiu uma carreira marcada por pioneirismos, sendo a primeira mulher a concluir residência em cirurgia no Hospital das Clínicas e a integrar, em 1962, o corpo clínico do prestigiado Hospital St. Marks, em Londres. Sua relevância global consolidou-se com o desenvolvimento do protocolo 'Watch and Wait', uma abordagem inovadora para o tratamento do câncer de reto que reduziu a necessidade de intervenções cirúrgicas invasivas. Reconhecida pela Universidade de Stanford como uma das cientistas mais influentes do mundo, seu legado permanece vivo através de diretrizes clínicas internacionais, como as da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, que adotaram seus métodos de pesquisa em 2024.

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