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ONU teme morte de mais de 500 refugiados após naufrágios em Mianmar

Agências da ONU alertam para o desaparecimento de mais de 500 pessoas, majoritariamente rohingyas, após o naufrágio de dois barcos na costa de Mianmar.

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Foto: G1 Mundo
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16/07 às 02:32 · atualizado há 48min

Pontos principais

  • Mais de 500 pessoas estão desaparecidas e temidas mortas em dois naufrágios distintos ocorridos no início de julho.
  • As embarcações transportavam principalmente refugiados da minoria muçulmana rohingya que fugiam de conflitos em Mianmar.
  • Os barcos teriam partido do estado de Rakhine no final de junho, em direção a rotas marítimas consideradas perigosas.
  • A OIM e o ACNUR emitiram um comunicado conjunto expressando profunda preocupação com a possível tragédia humanitária.
  • As viagens foram realizadas fora da temporada regular de navegação, enfrentando condições marítimas adversas.
  • O número de mortos ou desaparecidos no Mar de Andaman e na Baía de Bengala já soma quase 300 pessoas apenas em 2026.
  • Agências internacionais trabalham para confirmar os detalhes dos incidentes com base em relatos de sobreviventes.

Agências das Nações Unidas, incluindo a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o ACNUR, emitiram um alerta urgente sobre o desaparecimento de mais de 500 pessoas na costa de Mianmar. Os relatos indicam que duas embarcações, que transportavam majoritariamente refugiados rohingyas, naufragaram nas últimas semanas após partirem do estado de Rakhine no final de junho. Embora os incidentes ainda aguardem confirmação oficial, a magnitude do desaparecimento coloca em evidência a extrema vulnerabilidade das rotas migratórias marítimas na região. Os passageiros buscavam escapar da violência persistente em Mianmar e das condições precárias em campos de refugiados em Bangladesh, arriscando a travessia em um período de condições marítimas perigosas. A tragédia reforça a crise humanitária que afeta a minoria rohingya, que frequentemente recorre a embarcações precárias para buscar segurança. Somente neste ano, o Mar de Andaman e a Baía de Bengala registraram quase 300 fatalidades, evidenciando um aumento nos riscos enfrentados por migrantes que tentam fugir de conflitos armados e perseguições. Organizações internacionais seguem monitorando a situação e buscando formas de prestar assistência, enquanto o episódio destaca a urgência de soluções para a crise migratória no Sudeste Asiático.

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