Gafi alerta que brechas regulatórias facilitam crimes com criptomoedas
Relatório do Gafi aponta que a falta de conformidade global em ativos virtuais permite que o crime organizado movimente bilhões de dólares.
Pontos principais
- Apenas 34% das 149 jurisdições avaliadas cumprem padrões internacionais de combate à lavagem de dinheiro em criptoativos.
- O uso de stablecoins por redes criminosas cresceu, incluindo a criação de ativos próprios resistentes a bloqueios judiciais.
- Crimes envolvendo criptomoedas tornaram-se mais complexos e interconectados no último ano.
- Instituições financeiras e reguladores enfrentam dificuldades contínuas para rastrear e interromper fluxos financeiros ilícitos.
O Grupo de Ação Financeira (Gafi) divulgou um relatório alertando que a fragilidade na regulação global de criptoativos tem facilitado a lavagem de dinheiro e o financiamento de atividades criminosas. Segundo o órgão, apenas 34% das 149 jurisdições analisadas seguem adequadamente as diretrizes internacionais de segurança, o que permite que organizações criminosas movimentem bilhões de dólares com relativa facilidade. O documento destaca que o setor de stablecoins tem sido um dos principais focos de exploração, com criminosos desenvolvendo moedas próprias desenhadas para evitar bloqueios judiciais e fiscalização. A complexidade crescente desses fluxos ilícitos impõe um desafio significativo para reguladores e instituições financeiras, que ainda lutam para implementar mecanismos eficazes de detecção. O Gafi reforça que a adoção rigorosa de medidas de controle é urgente para mitigar fraudes e interromper a expansão dessas redes ilícitas no ecossistema financeiro digital.
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