Trump ameaça atacar infraestrutura civil do Irã para forçar acordo
O presidente Donald Trump ameaçou atingir usinas e pontes iranianas enquanto mantém o bloqueio naval no Estreito de Ormuz para pressionar Teerã.
Pontos principais
- Trump declarou que intensificará ataques aéreos contra usinas de energia e pontes no Irã caso não haja negociações.
- O governo dos EUA desistiu da cobrança de uma taxa de 20% para navios no Estreito de Ormuz, mas mantém o bloqueio aos portos iranianos.
- A ofensiva americana ocorre após quatro dias de ataques a sistemas de defesa e radares, seguidos por retaliações iranianas a bases dos EUA.
- Democratas no Senado bloquearam a Lei de Autorização de Defesa Nacional em protesto contra a escalada das hostilidades.
O presidente Donald Trump intensificou a retórica contra o Irã ao ameaçar atacar infraestruturas civis críticas, incluindo usinas de energia e pontes, como forma de forçar o regime iraniano a retornar à mesa de negociações. A decisão ocorre em um cenário de escalada militar, após quatro dias de bombardeios americanos contra radares e sistemas de defesa iranianos no Estreito de Ormuz. Em resposta, o Irã lançou ataques com drones e mísseis contra bases dos Estados Unidos localizadas na Jordânia, no Kuwait e no Bahrein, elevando a tensão na região. Apesar da postura agressiva, o governo americano recuou da proposta de implementar uma taxa de 20% para a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, embora o bloqueio naval aos portos iranianos permaneça em vigor desde a última terça-feira.
A estratégia de Washington tem gerado repercussões políticas internas, com senadores democratas bloqueando o avanço da Lei de Autorização de Defesa Nacional (NDAA) como forma de protesto contra as ações militares. Especialistas em segurança internacional alertam que o direcionamento de ataques contra alvos civis pode configurar crimes de guerra, aumentando a pressão sobre a administração Trump. Enquanto o impasse persiste, autoridades americanas seguem monitorando instalações suspeitas ligadas ao programa nuclear iraniano, mantendo o cenário de incerteza sobre um possível conflito em larga escala.
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