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Sintomas físicos impactam mais o desempenho esportivo feminino que hormônios

Estudo da USP aponta que cólicas e sintomas físicos afetam mais o rendimento de atletas do que as variações hormonais do ciclo menstrual.

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Foto: Jornal da USP
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15/07 às 11:32

Pontos principais

  • Pesquisa da USP analisou a relação entre o ciclo menstrual e o rendimento físico de mulheres ativas.
  • Flutuações hormonais, isoladamente, não são determinantes para a queda de performance esportiva.
  • Sintomas físicos específicos, como cólicas intensas, possuem impacto negativo superior às mudanças hormonais.
  • A resposta ao ciclo menstrual é altamente individualizada entre diferentes atletas.
  • O estudo busca desmistificar a ideia de que o ciclo menstrual impõe limitações universais ao exercício.

Um estudo conduzido pela Universidade de São Paulo (USP) revelou que as flutuações hormonais decorrentes do ciclo menstrual não são os principais fatores de queda no desempenho esportivo feminino. A pesquisa indica que sintomas físicos específicos, como cólicas intensas, exercem um impacto negativo muito mais significativo sobre a performance das atletas do que as variações hormonais por si sós. Os dados reforçam que a resposta ao ciclo menstrual é um processo altamente individualizado, variando drasticamente entre diferentes esportistas. A relevância deste estudo reside na desmistificação de crenças que impõem limitações universais às mulheres no esporte. Ao separar os efeitos fisiológicos dos sintomas físicos, a ciência contribui para uma abordagem mais personalizada no treinamento esportivo, permitindo que atletas e treinadores foquem no manejo de sintomas específicos em vez de restringirem atividades baseadas apenas em fases hormonais genéricas.

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