Setor de serviços recua 0,4% em maio e frustra expectativas
O volume de serviços no Brasil caiu 0,4% em maio, pressionado pelo setor de transportes, mas economistas mantêm projeções para o PIB de 2026.
Pontos principais
- O volume do setor de serviços recuou 0,4% em maio, segundo dados do IBGE.
- O resultado ficou abaixo das expectativas de mercado, que previam estabilidade ou leve alta.
- O segmento de transportes, com maior peso na pesquisa, registrou queda de 1%.
- Na comparação anual, o setor apresentou crescimento de 0,4%.
- O acumulado de 12 meses registra alta de 2,6%, indicando desaceleração no ritmo de expansão.
- Serviços prestados às famílias apresentaram resiliência, beneficiados pelo mercado de trabalho aquecido.
- Instituições financeiras mantêm projeções de crescimento do PIB para 2026 entre 1,7% e 2,0%.
O setor de serviços brasileiro registrou uma retração de 0,4% em maio, frustrando as expectativas de analistas que projetavam estabilidade ou um leve avanço para o período. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o desempenho negativo foi puxado principalmente pelo segmento de transportes, que apresentou queda de 1% no mês. O índice de atividades turísticas também acompanhou a tendência de baixa, recuando 0,4% em maio. Apesar da queda mensal, o setor ainda se mantém 19,6% acima do patamar registrado no período pré-pandemia.
Apesar do resultado abaixo do esperado, economistas avaliam que a resiliência do mercado de trabalho e o aumento da renda real continuam a sustentar o consumo das famílias. Esse segmento específico tem sido um dos pilares que evitam uma deterioração mais acentuada nas projeções econômicas. Analistas destacam que revisões positivas em meses anteriores ajudam a mitigar o impacto negativo de maio, permitindo que as instituições financeiras mantenham suas estimativas de crescimento do PIB para 2026 em uma faixa entre 1,7% e 2,0%.
O cenário econômico, contudo, permanece sob monitoramento devido aos juros elevados, que encarecem o serviço da dívida das famílias e limitam uma expansão mais robusta do consumo. Enquanto o mercado interno absorve os dados do IBGE, investidores também voltam suas atenções para o cenário externo, aguardando indicadores macroeconômicos globais, como o Livro Bege do Federal Reserve, que podem influenciar as expectativas de juros e o comportamento das bolsas de valores. A desaceleração no acumulado de 12 meses, que agora marca 2,6%, reforça a necessidade de cautela quanto ao ritmo de crescimento da atividade econômica brasileira para o restante do ano.
Comentários
Carregando comentários...
