O setor de serviços brasileiro apresentou resultados divergentes em março de 2026, com o volume de atividades recuando 1,2% na comparação com fevereiro. O desempenho, que frustrou as expectativas do mercado, atingiu a totalidade das cinco categorias pesquisadas pelo IBGE. O setor de transportes, pressionado por operações rodoviárias e aéreas, foi o principal responsável pela queda mensal, com um recuo de 1,7%. Este movimento de desaquecimento também foi sentido no turismo, que registrou uma retração de 4,0% no mesmo período, influenciado negativamente pelo desempenho de hotéis e locadoras de automóveis. Regionalmente, a fragilidade foi disseminada, com 14 dos 17 locais pesquisados apresentando queda no volume de atividades turísticas.
Apesar da fragilidade observada no curto prazo, o setor de serviços ainda demonstra resiliência em uma análise mais ampla. Na comparação interanual, houve um avanço de 3%, consolidando o 24º mês consecutivo de crescimento para o segmento. O dado anual reforça a sustentação do setor no acumulado dos últimos doze meses, que permanece em 2,8%. No caso específico do turismo, embora o setor opere 6,3% abaixo do seu ápice histórico de dezembro de 2024, o acumulado do primeiro trimestre de 2026 ainda apresenta uma expansão de 0,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, indicando que a base de comparação anual mantém números positivos.
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