Produção industrial brasileira recua 0,2% em maio e interrompe alta
Após quatro meses de crescimento, a indústria brasileira registrou queda de 0,2% em maio, resultado que frustrou as expectativas de analistas do mercado.
Pontos principais
- O recuo de 0,2% em maio interrompeu uma sequência de quatro meses consecutivos de expansão industrial.
- O resultado ficou abaixo da projeção de mercado, que estimava uma alta de 0,2% a 0,3%.
- Os setores de derivados de petróleo, biocombustíveis e indústrias extrativas foram os principais responsáveis pela retração.
- O setor automobilístico e o farmacêutico apresentaram avanços, enquanto apenas bens de consumo duráveis cresceram no período.
- Na comparação anual, a indústria ainda apresenta uma leve expansão de 0,2%.
- Especialistas apontam que a taxa Selic em 14,25% continua a pressionar negativamente os investimentos em máquinas e equipamentos.
- Apesar da queda mensal, a produção industrial do país permanece 4,5% acima do nível registrado no período pré-pandemia.
A produção industrial brasileira apresentou um recuo de 0,2% em maio, conforme dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira. O resultado interrompeu um ciclo de quatro meses de crescimento contínuo e frustrou as projeções de economistas, que esperavam uma trajetória de alta. O desempenho negativo foi puxado principalmente pelos setores de derivados de petróleo, biocombustíveis e indústrias extrativas, que não foram compensados pelo avanço registrado em áreas como a farmacêutica e a automobilística. Entre as categorias econômicas, apenas os bens de consumo duráveis registraram crescimento, com alta de 3,6% no período.
Analistas do mercado financeiro destacam que, embora o consumo das famílias seja sustentado por um índice de desemprego baixo, em 5,6%, o cenário macroeconômico impõe desafios ao setor. A manutenção da taxa Selic em 14,25% é apontada como um fator de pressão que inibe novos investimentos em máquinas e equipamentos, limitando o potencial de expansão industrial. Apesar da queda mensal, a indústria brasileira mantém um saldo positivo na comparação anual de 0,2% e permanece 4,5% acima dos patamares observados antes da pandemia, indicando uma resiliência estrutural frente aos juros elevados.
Tópicos relacionados
Comentários
Carregando comentários...
