Satélites Starlink realizam 355 mil manobras de desvio em um ano
Aumento na densidade orbital eleva preocupações sobre riscos de colisões espaciais com a expansão da constelação da SpaceX.
Pontos principais
- A Starlink executou mais de 355 mil manobras de desvio de colisão no último ano.
- O volume de manobras triplicou em comparação a 2024, com média de 40 por satélite ao ano.
- Entre dezembro de 2025 e maio de 2026, foram registradas 207.152 manobras autônomas.
- Fatores como clima espacial e arrasto atmosférico dificultam a precisão das trajetórias.
- Especialistas sugerem que reguladores exijam previsões de manobras antes de aprovar novas constelações.
A constelação Starlink, operada pela SpaceX, registrou um aumento expressivo na necessidade de manobras para evitar colisões em órbita, totalizando mais de 355 mil ações corretivas no último ano. Dados reportados à FCC indicam que o volume de desvios triplicou em relação a 2024, refletindo a crescente densidade de objetos no espaço. O sistema, que utiliza automação para ajustar trajetórias, enfrenta desafios crescentes devido a incertezas causadas pelo clima espacial e pelo arrasto atmosférico, que complicam a gestão do tráfego orbital. Especialistas alertam que a expansão contínua de constelações privadas eleva o risco de colisões operacionais, defendendo que órgãos reguladores passem a exigir estimativas detalhadas de manobras como critério para a aprovação de novos projetos espaciais, visando garantir a segurança e a sustentabilidade das operações em órbita terrestre baixa.
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