Gestores de fundos imobiliários adotam recompra de cotas para gerar valor
A estratégia de recompra de cotas ganha tração entre gestoras de FIIs como forma de aproveitar descontos e aumentar o retorno aos cotistas.
Pontos principais
- A CVM autorizou a recompra de cotas de fundos imobiliários como ferramenta de alocação de capital.
- Gestoras como Hedge Investments e Alianza utilizam a prática para capturar valor quando as cotas negociam abaixo do valor patrimonial.
- A regulação limita a recompra a 10% das cotas em circulação a cada período de 12 meses.
- Resultados preliminares apontam ganhos patrimoniais e maior eficiência na geração de rendimentos para os investidores remanescentes.
A estratégia de recompra de cotas tem se consolidado como uma ferramenta relevante para gestores de fundos imobiliários (FIIs) no Brasil. Autorizada pela CVM, a prática permite que os fundos adquiram suas próprias participações no mercado secundário quando estas são negociadas com desconto em relação ao valor patrimonial. Gestoras como Hedge Investments e Alianza destacam que a medida visa otimizar a alocação de capital e elevar o retorno para os cotistas que permanecem no fundo, em vez de atuar como um suporte artificial de preços. Embora a estratégia ofereça benefícios potenciais, a regulação impõe um limite de 10% das cotas em circulação a cada 12 meses. Especialistas reforçam que a eficácia da recompra depende de uma análise rigorosa da liquidez e da gestão de caixa de cada fundo, exigindo disciplina para evitar impactos negativos na operação a longo prazo.
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