Dia 138 da Guerra do Irã: Estados do Golfo e EUA pressionam governo iraquiano pelo desarmamento de milícias
O primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, comprometeu-se a desarmar milícias pró-Irã até setembro sob pressão diplomática internacional.
Pontos principais
- Estados do Golfo apresentaram ao governo iraquiano evidências de ataques realizados por milícias pró-Irã contra seus territórios.
- O primeiro-ministro Ali al-Zaidi reuniu-se com o presidente Donald Trump em Washington para discutir a redução da influência dessas milícias.
- O governo iraquiano estabeleceu o final de setembro como prazo para o desarmamento das milícias armadas no país.
- Fontes indicam que grupos apoiados pelo Irã no Iraque resistem às exigências de entrega de armamentos.
O governo do Iraque enfrenta uma crescente pressão diplomática coordenada pelos Estados Unidos e pelos países do Conselho de Cooperação do Golfo para conter a atuação de milícias pró-Irã em seu território. Durante uma visita oficial a Washington, o primeiro-ministro Ali al-Zaidi discutiu com o presidente Donald Trump estratégias para limitar o poder desses grupos, que têm sido responsabilizados por ataques recentes contra nações vizinhas no Golfo. O secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo, Jasem al-Budaiwi, teria fornecido dados detalhados sobre as atividades dessas milícias durante reuniões em Bagdá. Em resposta, Al-Zaidi fixou o final de setembro como meta para o desarmamento e a coleta de armas dessas organizações. Contudo, analistas apontam que o Irã e as milícias locais demonstram resistência em acatar a medida, sinalizando um impasse político e militar nos próximos meses.
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