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EUA retomam bloqueio naval ao Irã e intensificam ataques militares

Após o colapso do cessar-fogo, o presidente Donald Trump ordenou um bloqueio naval no Estreito de Ormuz e novos bombardeios contra alvos iranianos.

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Foto: G1 Mundo
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14/07 às 13:45 · atualizado 20:02

Pontos principais

  • O Comando Central dos EUA (CENTCOM) iniciou uma nova rodada de ataques contra alvos no litoral sul do Irã nesta terça-feira.
  • Um bloqueio naval total a portos e regiões costeiras iranianas foi implementado para garantir a segurança no Estreito de Ormuz.
  • O governo americano cancelou a proposta de cobrança de uma tarifa de 20% sobre cargas que cruzam a região, buscando novos acordos comerciais.
  • O Departamento do Tesouro dos EUA impôs sanções contra mais de 50 entidades ligadas à rede de exportação de petróleo de Mohammad Hossein Shamkhani.
  • O presidente Donald Trump ameaçou expandir ataques contra infraestrutura civil, incluindo usinas de energia e pontes, caso não haja um novo acordo.
  • Senadores democratas bloquearam um projeto de lei de defesa de US$ 1 trilhão em protesto contra a escalada do conflito militar.
  • A notificação formal ao Congresso encerra o cessar-fogo que estava vigente desde abril de 2026.

O governo dos Estados Unidos intensificou sua ofensiva militar contra o Irã nesta terça-feira, marcando a retomada formal das hostilidades após o colapso de um cessar-fogo estabelecido em junho. O Comando Central dos EUA (CENTCOM) confirmou o início de uma nova série de ataques aéreos contra alvos no litoral sul iraniano, visando degradar as capacidades militares utilizadas para ameaçar o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz. Simultaneamente, as forças americanas implementaram um bloqueio naval total aos portos e áreas costeiras do país, uma medida que o presidente Donald Trump justificou como necessária para atuar como guardião da rota estratégica de petróleo e gás.

Além da ação militar direta, a administração Trump ampliou a pressão econômica ao sancionar mais de 50 indivíduos e empresas associadas a uma rede de exportação de petróleo liderada por Mohammad Hossein Shamkhani. O governo alega que esta rede financia atividades desestabilizadoras e o envio de suprimentos para grupos como os Houthis no Iêmen. Em meio à escalada, o presidente ameaçou expandir os bombardeios para infraestruturas civis críticas, como pontes e usinas de energia, caso Teerã não aceite negociar um novo acordo de paz, uma postura que tem gerado alertas de especialistas sobre possíveis violações do direito internacional humanitário.

Internamente, a estratégia de Trump enfrenta resistência política. O Senado americano barrou um projeto de lei de autorização de defesa, que previa US$ 1 trilhão em gastos, com parlamentares democratas condicionando o apoio financeiro ao fim das operações militares. O conflito, que se arrasta desde fevereiro, coloca em xeque a estabilidade do transporte global de commodities e levanta questionamentos legais sobre o cumprimento da Resolução sobre Poderes de Guerra de 1973, enquanto o governo busca elevar o orçamento do Pentágono para US$ 1,5 trilhão em 2027.

Fonte primária

Casa Branca / Presidente Donald Trump (carta obtida e publicada pela CBS News)

Carta do presidente Trump ao Congresso nos termos da Resolução sobre Poderes de Guerra — retomada das hostilidades com o Irã (10 de julho de 2026)

Na carta datada de 10 de julho de 2026 e endereçada à liderança do Congresso (incluindo o senador Chuck Grassley, presidente pro tempore do Senado), Trump informa que a ação militar contra o Irã "começou em 7 de julho". Segundo o texto, os ataques são "limitados, medidos, planejados e executados de forma a minimizar baixas civis", sem envolvimento de tropas terrestres americanas. A carta atribui a retomada ao fato de o Irã ter atacado navios comerciais de bandeira neutra em trânsito pelo Estreito de Ormuz entre 6 e 7 de julho, em violação ao memorando de entendimento (cessar-fogo) firmado em 17 de junho. Os alvos citados são sítios de lançamento de mísseis, sistemas de defesa aérea, ativos militares marítimos, infraestrutura de apoio militar e capacidades de comando e controle iranianas. Como objetivos, a carta lista proteger as forças americanas na região, proteger o território dos EUA, avançar interesses nacionais americanos, garantir a passagem seguros de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz e defender aliados regionais. Como base legal, Trump invoca sua "responsabilidade de proteger americanos e os interesses dos Estados Unidos, dentro e fora do país" e sua "autoridade constitucional como comandante-em-chefe". A carta afirma ainda que as forças armadas americanas "permanecem posicionadas para tomar novas ações, conforme necessário e apropriado", até que o governo do Irã "deixe de representar uma ameaça" aos EUA e a seus aliados — o que a Casa Branca interpreta como reabertura do prazo de 60 dias da Resolução sobre Poderes de Guerra, leitura contestada por parlamentares democratas.

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