EUA retomam bloqueio naval ao Irã e intensificam ataques militares
Após o colapso do cessar-fogo, o presidente Donald Trump ordenou um bloqueio naval no Estreito de Ormuz e novos bombardeios contra alvos iranianos.
Pontos principais
- O Comando Central dos EUA (CENTCOM) iniciou uma nova rodada de ataques contra alvos no litoral sul do Irã nesta terça-feira.
- Um bloqueio naval total a portos e regiões costeiras iranianas foi implementado para garantir a segurança no Estreito de Ormuz.
- O governo americano cancelou a proposta de cobrança de uma tarifa de 20% sobre cargas que cruzam a região, buscando novos acordos comerciais.
- O Departamento do Tesouro dos EUA impôs sanções contra mais de 50 entidades ligadas à rede de exportação de petróleo de Mohammad Hossein Shamkhani.
- O presidente Donald Trump ameaçou expandir ataques contra infraestrutura civil, incluindo usinas de energia e pontes, caso não haja um novo acordo.
- Senadores democratas bloquearam um projeto de lei de defesa de US$ 1 trilhão em protesto contra a escalada do conflito militar.
- A notificação formal ao Congresso encerra o cessar-fogo que estava vigente desde abril de 2026.
O governo dos Estados Unidos intensificou sua ofensiva militar contra o Irã nesta terça-feira, marcando a retomada formal das hostilidades após o colapso de um cessar-fogo estabelecido em junho. O Comando Central dos EUA (CENTCOM) confirmou o início de uma nova série de ataques aéreos contra alvos no litoral sul iraniano, visando degradar as capacidades militares utilizadas para ameaçar o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz. Simultaneamente, as forças americanas implementaram um bloqueio naval total aos portos e áreas costeiras do país, uma medida que o presidente Donald Trump justificou como necessária para atuar como guardião da rota estratégica de petróleo e gás.
Além da ação militar direta, a administração Trump ampliou a pressão econômica ao sancionar mais de 50 indivíduos e empresas associadas a uma rede de exportação de petróleo liderada por Mohammad Hossein Shamkhani. O governo alega que esta rede financia atividades desestabilizadoras e o envio de suprimentos para grupos como os Houthis no Iêmen. Em meio à escalada, o presidente ameaçou expandir os bombardeios para infraestruturas civis críticas, como pontes e usinas de energia, caso Teerã não aceite negociar um novo acordo de paz, uma postura que tem gerado alertas de especialistas sobre possíveis violações do direito internacional humanitário.
Internamente, a estratégia de Trump enfrenta resistência política. O Senado americano barrou um projeto de lei de autorização de defesa, que previa US$ 1 trilhão em gastos, com parlamentares democratas condicionando o apoio financeiro ao fim das operações militares. O conflito, que se arrasta desde fevereiro, coloca em xeque a estabilidade do transporte global de commodities e levanta questionamentos legais sobre o cumprimento da Resolução sobre Poderes de Guerra de 1973, enquanto o governo busca elevar o orçamento do Pentágono para US$ 1,5 trilhão em 2027.
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