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Rússia intensifica ataques aéreos enquanto Ucrânia amplia ofensiva naval

A escalada de ataques russos contra Kiev e a resposta ucraniana com drones contra navios e refinarias marcam um período de alta tensão no conflito.

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Foto: G1 Mundo
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14/07 às 09:45 · atualizado 12:04

Pontos principais

  • A Rússia lançou 135 drones e 10 mísseis contra a Ucrânia, atingindo infraestruturas em Kiev e outras regiões.
  • A Ucrânia intensificou ataques com drones contra refinarias, instalações de armas e navios russos no Mar de Azov.
  • Relatório da ONU aponta que junho registrou o maior número de mortes de civis na Ucrânia desde o início da guerra.
  • O presidente Volodymyr Zelensky solicitou novas sanções internacionais contra Moscou em resposta aos bombardeios.

O conflito entre Rússia e Ucrânia atingiu um novo patamar de hostilidade nas últimas semanas, caracterizado por uma intensificação mútua de ataques a alvos estratégicos e civis. Na madrugada de terça-feira, a Rússia realizou um ataque massivo utilizando 135 drones e 10 mísseis, visando Kiev e infraestruturas críticas no centro e sul do território ucraniano. Embora a Força Aérea ucraniana tenha interceptado a maioria dos projéteis, os danos em escolas e empresas, somados à crescente mortalidade civil — que atingiu em junho o maior índice mensal desde 2022, segundo a ONU —, sublinham a gravidade da situação humanitária. Em resposta, o presidente Volodymyr Zelensky reiterou a necessidade urgente de maior pressão diplomática e sanções contra o governo russo.

Simultaneamente, a Ucrânia expandiu suas operações militares para além de suas fronteiras, focando em desestabilizar a logística russa. A estratégia inclui ataques frequentes a refinarias e instalações de produção de armas em solo russo, além de uma ofensiva naval sem precedentes no Mar de Azov. Especialistas militares comparam a intensidade dos ataques ucranianos contra embarcações russas à histórica Guerra dos Tanqueiros, marcando uma mudança tática significativa. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, condenou as ações, classificando-as como terrorismo, enquanto o Kremlin promete respostas retaliatórias mais severas, sinalizando que o ciclo de ataques e contra-ataques deve continuar a escalar nos próximos meses.

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