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Ex-funcionários processam Meta por uso de IA em demissões em massa

Grupo de 26 ex-colaboradores alega que a Meta utilizou inteligência artificial para selecionar trabalhadores com deficiência para demissões.

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Foto: G1 - Economia
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14/07 às 11:45 · atualizado há 5min

Pontos principais

  • A ação judicial foi protocolada em um tribunal federal de Oakland, na Califórnia, por 26 ex-funcionários.
  • Os autores do processo afirmam que algoritmos de IA penalizaram desproporcionalmente trabalhadores com deficiência ou em licença médica.
  • As demissões ocorreram em maio de 2026, afetando cerca de 8 mil pessoas, o equivalente a 10% da força de trabalho global da Meta.
  • A Meta negou as acusações, declarando que as decisões sobre a gestão de pessoal são tomadas por humanos e não por sistemas automatizados.
  • A empresa mantém um plano de investimentos de até US$ 135 bilhões em 2026 para expandir sua infraestrutura de inteligência artificial.

Um grupo de 26 ex-funcionários da Meta entrou com uma ação judicial em um tribunal federal de Oakland, na Califórnia, acusando a gigante de tecnologia de utilizar inteligência artificial para direcionar demissões em massa. Segundo a denúncia, o sistema teria sido configurado para identificar e selecionar trabalhadores com deficiência, problemas de saúde ou gestantes, violando leis federais e estaduais contra a discriminação no ambiente de trabalho. Os cortes em questão ocorreram em maio de 2026, atingindo aproximadamente 8 mil colaboradores, o que representa 10% da força de trabalho global da companhia na época. A Meta, por sua vez, refutou as alegações, sustentando que as decisões de gestão de pessoal são realizadas por supervisores humanos e não por algoritmos.

O caso traz à tona o debate sobre a ética e a transparência no uso de ferramentas de automação em processos críticos de recursos humanos. A reestruturação da Meta faz parte de um movimento estratégico mais amplo da empresa, que planeja investir entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões em 2026 para fortalecer sua infraestrutura de IA, incluindo um contrato de US$ 60 bilhões com a AMD para a aquisição de processadores. A relevância jurídica do processo reside na possibilidade de estabelecer precedentes sobre a responsabilidade das empresas ao implementar sistemas de machine learning em decisões que impactam diretamente a estabilidade profissional de seus quadros.

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