CNJ cria rede de magistrados para combater o crime organizado
Iniciativa visa integrar a atuação do Judiciário contra facções que utilizam tecnologia e ativos digitais para lavagem de dinheiro.
Pontos principais
- O CNJ lançou a Rede Nacional de Magistrados com Competência em Criminalidade Organizada para promover uma atuação integrada.
- O projeto foca no rastreamento de ativos, capacitação técnica de juízes e celeridade processual.
- Fachin destacou o uso de criptoativos e plataformas de apostas por organizações criminosas para lavagem de dinheiro.
- A rede busca fortalecer a cooperação entre o Judiciário, o Coaf, a Receita Federal e o Banco Central.
O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, oficializou a criação da Rede Nacional de Magistrados com Competência em Criminalidade Organizada. A medida responde à crescente sofisticação das facções criminosas, que têm migrado suas operações para o ambiente digital, utilizando criptoativos e plataformas de apostas para a lavagem de capitais. O objetivo central é integrar a atuação judiciária, permitindo uma resposta mais coordenada e eficiente diante de estratégias financeiras complexas. Além de focar no rastreamento de ativos e na capacitação técnica dos magistrados, a iniciativa busca estreitar a colaboração com órgãos de controle, como o Coaf, a Receita Federal e o Banco Central. O ministro também enfatizou a necessidade de garantir maior proteção aos juízes que atuam diretamente no bloqueio de patrimônio dessas organizações, assegurando a continuidade e a segurança dos processos judiciais em todo o país.
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