EUA impõem teste de renda para programas universitários
Cursos que não garantirem salários superiores aos de quem não tem ensino superior poderão perder acesso a empréstimos estudantis federais.
Pontos principais
- A regra "do no harm" exige que graduados ganhem mais do que trabalhadores sem diploma de ensino superior.
- Programas de pós-graduação devem provar que seus egressos superam a renda de quem possui apenas bacharelado.
- Cursos que falharem no teste por dois de três anos consecutivos perderão elegibilidade para empréstimos federais.
- Cerca de 800 mil estudantes estão matriculados em programas que, atualmente, não atingiriam a meta de rendimentos.
- Setores como cosmetologia, artes, música e educação infantil apresentam as maiores taxas de risco de reprovação.
- A primeira designação oficial de programas com baixo desempenho está prevista para o ano letivo de 2028-2029.
- Críticos argumentam que a métrica ignora o valor social e cultural de carreiras artísticas e educacionais.
O Departamento de Educação dos Estados Unidos iniciou a implementação de um novo sistema de prestação de contas para instituições de ensino superior. A medida, estabelecida pela lei "One Big Beautiful Bill Act", condiciona a oferta de empréstimos estudantis federais ao desempenho financeiro dos graduados. O objetivo é garantir que o investimento público em educação resulte em retornos salariais concretos para os alunos, utilizando benchmarks estaduais que variam entre 30 mil e 41 mil dólares anuais como piso de referência.
Embora a maioria dos cursos deva passar pelo teste, dados do governo indicam que programas de artes, música e certificados técnicos, como cosmetologia, enfrentam dificuldades para atingir os novos critérios. Especialistas e educadores alertam que o foco exclusivo na renda pode levar universidades a extinguirem cursos essenciais para a sociedade, mas que possuem remuneração inicial variável, desconsiderando o impacto cultural e social dessas profissões a longo prazo.
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