Lula articula estratégia para minerais críticos e soberania mineral
Governo busca ampliar participação estatal em minerais críticos para garantir soberania e competir no mercado global de transição energética.
Pontos principais
- O governo federal compara o potencial dos minerais críticos ao impacto do pré-sal para a economia brasileira.
- Lula defende a criação de uma estratégia nacional para o setor, citando a disputa geopolítica entre China e EUA.
- BNDES e Petrobras podem atuar como braços estratégicos para fomentar empresas e pesquisas de prospecção mineral.
- O Plano Nacional de Mineração 2050 estabelece diretrizes para aumentar a participação do Brasil na produção global.
- O Brasil detém a segunda maior reserva mundial de terras-raras, com cerca de 21 milhões de toneladas.
O governo brasileiro intensificou as discussões sobre uma política nacional para minerais críticos, tratando o setor como um pilar estratégico para a soberania econômica e a transição energética. O presidente Lula defendeu a necessidade de uma estratégia robusta, mencionando a hegemonia chinesa e a postura competitiva do governo de Donald Trump como fatores que tornam a autonomia mineral uma prioridade geopolítica. O objetivo central é elevar a participação do país no mercado global, aproveitando as vastas reservas nacionais de terras-raras, que somam aproximadamente 21 milhões de toneladas.
Para viabilizar o plano, o Palácio do Planalto avalia a entrada direta de estatais e bancos de fomento, como a Petrobras e o BNDES, no capital de empresas do setor. A estratégia inclui a criação de novas linhas de crédito para prospecção e o fortalecimento de diretrizes contidas no Plano Nacional de Mineração 2050. O movimento ocorre em um cenário de pressão externa, marcado por negociações comerciais com os Estados Unidos e pela recente compra da mineradora brasileira Serra Verde pela americana USA Rare Earth por US$ 2,8 bilhões.
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