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Anvisa determina apreensão de lotes falsificados do Mounjaro

A agência proibiu o uso e a venda de lotes falsificados do medicamento Mounjaro após denúncia da fabricante e identificação de irregularidades.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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10/07 às 09:02 · atualizado 20:02

Pontos principais

  • A Anvisa proibiu a comercialização e o uso de quatro lotes falsificados do medicamento Mounjaro (tirzepatida).
  • Os lotes afetados são o 855044 (10 mg) e os lotes D880403, MJR 257 e D854901 (15 mg).
  • A fabricante Eli Lilly denunciou a fraude após identificar erros de grafia, como 'soluction' em vez de 'solution'.
  • As falsificações apresentam dispositivos aplicadores incompatíveis e números seriais divergentes do padrão original.
  • A medida, formalizada pela Resolução 2.693/2026, também veta produtos sem registro de empresas como PSM Pennaforte e Bálsamos Jes.
  • A agência reforça o alerta para que consumidores verifiquem a procedência dos medicamentos antes da compra.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu uma resolução proibindo a comercialização, distribuição e uso de lotes falsificados do medicamento Mounjaro, amplamente utilizado no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade. A decisão foi tomada após a fabricante, Eli Lilly, identificar unidades adulteradas no mercado brasileiro. Entre as irregularidades detectadas estão erros grosseiros de grafia nas embalagens, como a substituição de 'solution' por 'soluction', além de falhas nos dispositivos aplicadores e divergências nos números seriais dos produtos.

Além da ação específica contra o Mounjaro, a Anvisa também determinou a proibição de diversos fitoterápicos e suplementos fabricados por empresas como PSM Pennaforte, Bálsamos Jes e Muwiz, que operavam sem o devido registro sanitário ou autorização de funcionamento. A agência destacou que a comercialização de produtos irregulares representa um risco direto à saúde pública, uma vez que não há garantia de eficácia ou segurança sobre a composição dessas substâncias. A recomendação oficial é que pacientes e farmácias confiram a procedência dos itens e evitem a compra de medicamentos em canais não autorizados.

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