Sucesso da Copa 2026 impulsiona direitos de transmissão para 2030
Mesmo com eliminação precoce de EUA e México, Copa 2026 garante lucros recordes e eleva expectativa para leilão dos direitos de transmissão de 2030.
Pontos principais
- Fox e Telemundo registraram lucros recordes na Copa 2026, com receita estimada em US$ 450 milhões.
- Fifa projeta piso de US$ 1 bilhão para os direitos de transmissão da Copa de 2030 nos EUA.
- Gigantes do streaming como Netflix, Amazon e Apple entram na disputa pelos próximos ciclos do torneio.
- A Fifa estuda agrupar direitos em inglês e espanhol, o que pode elevar o valor total do pacote para US$ 3 bilhões.
O desempenho comercial da Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos superou as expectativas, consolidando o futebol como um ativo estratégico de alto valor no mercado norte-americano. Apesar da eliminação precoce das seleções dos Estados Unidos e do México nas oitavas de final, as emissoras detentoras dos direitos, Fox e Telemundo, alcançaram recordes de audiência e receita publicitária. O sucesso foi impulsionado por inovações na transmissão e pelo engajamento cultural, gerando cerca de US$ 450 milhões em faturamento total para as emissoras, com destaque para US$ 200 milhões provenientes apenas de pausas publicitárias durante as paradas de hidratação. Esse cenário de alta rentabilidade alterou as projeções da Fifa para o próximo ciclo. A entidade planeja iniciar as negociações para a Copa de 2030 com um valor base de US$ 1 bilhão, mais que o dobro do contrato anterior. A disputa promete ser acirrada, com a entrada de plataformas de streaming como Netflix, Amazon Prime Video e Apple competindo diretamente com emissoras tradicionais como ESPN e NBC. A estratégia da Fifa de agrupar os direitos de transmissão em inglês e espanhol pode elevar o valor total do pacote para até US$ 3 bilhões, mesmo diante dos desafios logísticos impostos pelo fuso horário das próximas edições do torneio.
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