Setor de saúde suplementar mostra desempenho desigual na B3
Dados da ANS revelam disparidade entre operadoras de saúde na B3, com seguradoras tradicionais superando modelos verticalizados.
Pontos principais
- O setor de saúde suplementar atingiu 53,1 milhões de usuários após adição líquida de 136 mil vidas.
- Bradesco Saúde, SulAmérica e Porto mantiveram reajustes acima da média e ampliaram sua base de clientes.
- Hapvida registrou perda de 48 mil usuários no trimestre, pressionada por custos fixos do modelo verticalizado.
- O reajuste médio em planos corporativos desacelerou para 8,1%, segundo análise do mercado financeiro.
O desempenho das operadoras de saúde listadas na B3 apresentou uma clara divergência no último trimestre, conforme dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Enquanto o setor como um todo atingiu a marca de 53,1 milhões de beneficiários, o crescimento foi heterogêneo. Seguradoras tradicionais, como Bradesco Saúde, SulAmérica e Porto, demonstraram maior resiliência ao sustentar reajustes acima da média e expansão de carteira. Em contrapartida, empresas com modelo verticalizado, a exemplo da Hapvida, enfrentaram desafios operacionais, resultando na perda de 48 mil usuários no período. A OdontoPrev também perdeu participação de mercado, enquanto a Qualicorp busca estabilização após controlar o churn. Analistas do mercado financeiro observam com cautela a desaceleração dos reajustes médios nos planos corporativos, que recuaram para 8,1%, sinalizando um cenário de maior pressão competitiva e necessidade de eficiência operacional para as companhias do setor.
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