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Teerã realiza funeral de Ali Khamenei em meio a tensões com os EUA

Multidões acompanham o cortejo fúnebre do aiatolá em Teerã, enquanto o Irã condiciona futuras negociações de paz ao fim das ameaças de Donald Trump.

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Foto: G1 Mundo
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07/07 às 01:45 · atualizado 13:33

Pontos principais

  • O aiatolá Ali Khamenei morreu em fevereiro de 2026 durante um ataque aéreo conjunto de forças americanas e israelenses.
  • O cortejo fúnebre percorreu as ruas de Teerã até a Praça Azadi, com cerimônias também realizadas na cidade sagrada de Qom.
  • O governo iraniano condicionou a retomada de negociações de paz à suspensão de ameaças militares por parte do presidente Donald Trump.
  • Manifestantes presentes nas cerimônias de luto expressaram revolta e exigiram vingança contra os Estados Unidos e Israel.
  • Retratos oficiais espalhados pela capital sugerem que Mojtaba Khamenei, filho do falecido líder, pode ser o sucessor no cargo.
  • O país enfrenta um cenário de instabilidade política, crise econômica agravada por sanções e alta tensão regional.
  • O sepultamento final do líder está previsto para ocorrer na quinta-feira, na cidade de Mashhad.

A capital iraniana, Teerã, foi tomada por multidões durante a procissão fúnebre do aiatolá Ali Khamenei, marcando o encerramento de um ciclo de liderança e o início de um período de incerteza política no país. O líder supremo, que faleceu em fevereiro de 2026 após um ataque aéreo conduzido por forças dos Estados Unidos e de Israel, está sendo homenageado em uma série de ritos oficiais que incluem passagens por locais sagrados como Qom, culminando no sepultamento em Mashhad. O evento tem sido utilizado pelo Estado como uma demonstração de força, embora o clima nas ruas revele um país sob forte desgaste econômico e social. Em meio ao luto, a sucessão de Khamenei tornou-se um tema central, com retratos de seu filho, Mojtaba, ganhando destaque na capital. A transição ocorre sob o peso de sanções internacionais e cicatrizes de recentes conflitos militares, que elevaram a tensão na região a níveis críticos. O governo iraniano, por meio do chanceler Abbas Araqchi, declarou que qualquer perspectiva de negociação de paz com Washington está suspensa. A condição imposta por Teerã é a interrupção imediata das ameaças militares proferidas pelo presidente Donald Trump. Durante o velório, o sentimento de revolta foi amplificado por manifestantes que clamavam por retaliação contra os EUA e Israel, refletindo a hostilidade que define as atuais relações diplomáticas. A cobertura do evento foi rigorosamente monitorada pelas autoridades locais, que restringiram a atuação da imprensa estrangeira enquanto tentavam manter o controle sobre a narrativa pública durante o período de transição. O desfecho das cerimônias fúnebres deixa o Irã em um momento de inflexão, onde a sucessão de poder e a postura beligerante frente ao cenário internacional ditarão os próximos passos da política externa e interna do país.

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