Multidões participam do funeral de Ali Khamenei em Teerã
Milhões de iranianos reúnem-se em Teerã para o cortejo fúnebre do aiatolá Ali Khamenei, morto em fevereiro após ataques dos EUA e de Israel.
Pontos principais
- O cortejo fúnebre em Teerã reuniu milhões de pessoas em uma das maiores demonstrações de apoio ao regime iraniano.
- Ali Khamenei faleceu em fevereiro de 2026, vítima de um ataque aéreo conjunto realizado pelos Estados Unidos e Israel.
- Manifestantes durante a procissão proferiram ameaças contra o presidente dos EUA, Donald Trump, e o premiê israelense, Benjamin Netanyahu.
- O sepultamento ocorrerá na cidade sagrada de Mashhad, onde se localiza um dos santuários mais importantes para muçulmanos xiitas.
- O governo iraniano manteve os restos mortais preservados por meses, rompendo com a tradição islâmica de enterro imediato.
- Especialistas apontam que o atraso no sepultamento foi uma manobra estratégica para garantir a estabilidade política e a segurança nacional.
- Homenagens ao líder também foram registradas em países sob influência iraniana, como Líbano e Paquistão.
- O evento ocorre em um momento de alta tensão geopolítica no Oriente Médio e negociações em curso entre Irã e EUA.
- A procissão marca o encerramento de uma semana de ritos fúnebres e simboliza um período de transição na liderança do país.
Milhões de iranianos tomaram as ruas de Teerã para participar do cortejo fúnebre do aiatolá Ali Khamenei, ex-líder supremo do Irã. O evento, que mobilizou uma das maiores multidões da história recente do país, marca o encerramento das cerimônias de despedida do clérigo, morto em fevereiro de 2026 durante um ataque aéreo coordenado pelos Estados Unidos e por Israel. A procissão, que percorreu a capital em direção ao Aeroporto de Mehrabad, serviu como uma demonstração de força política e unidade nacional em meio à crise geopolítica que assola o Oriente Médio.
O sepultamento de Khamenei, previsto para ocorrer na cidade sagrada de Mashhad, é marcado por uma quebra de tradição religiosa. Ao contrário do costume islâmico, que preconiza o enterro rápido após o falecimento, o governo iraniano manteve os restos mortais do líder preservados por meses. Analistas indicam que a decisão foi uma manobra calculada para gerenciar a transição de poder e reforçar a segurança interna em um período de instabilidade. Durante as manifestações, apoiadores exigiram vingança contra o presidente Donald Trump e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, refletindo a hostilidade contínua entre o Irã e as potências ocidentais.
Além da mobilização interna, o funeral atraiu a atenção de toda a rede de influência regional do Irã, com homenagens registradas em países como Líbano e Paquistão. O evento ocorre enquanto Teerã mantém negociações complexas com os Estados Unidos, buscando encerrar o conflito que resultou na morte do aiatolá. A dimensão das homenagens sublinha a relevância de Khamenei na estrutura do Estado iraniano e a importância do momento para o futuro da política externa do país, que agora enfrenta um cenário de incertezas após a perda de seu principal líder religioso e político.
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