Mark Rutte alerta que Otan não deve ser ingênua sobre poder militar chinês
Secretário-Geral da Otan defende vigilância contra a China, citando a modernização militar do país e o apoio de Pequim à guerra da Rússia na Ucrânia.
Pontos principais
- Mark Rutte afirmou que os teatros de segurança do Indo-Pacífico e da Europa estão cada vez mais interligados.
- O apoio chinês ao esforço de guerra russo na Ucrânia foi apontado como uma preocupação central pela aliança.
- A declaração ocorreu em Ancara, na Turquia, antes da cúpula da Otan.
- Rutte reforçou a necessidade de vigilância após testes de mísseis realizados por submarinos nucleares chineses.
O Secretário-Geral da Otan, Mark Rutte, declarou que a aliança militar não pode manter uma postura ingênua diante da rápida modernização das forças armadas da China. Durante uma coletiva de imprensa em Ancara, na Turquia, Rutte sublinhou que os desafios de segurança no Indo-Pacífico e na Europa estão cada vez mais conectados, exigindo uma resposta coordenada dos países membros. O dirigente destacou que o suporte fornecido por Pequim à Rússia no conflito na Ucrânia é um fator determinante para o aumento da tensão global. A fala de Rutte surge em um momento de vigilância intensificada da Otan, motivada por recentes testes de mísseis realizados por submarinos nucleares chineses no Pacífico. A aliança busca agora recalibrar sua estratégia para enfrentar a influência crescente de Pequim, tratando a expansão militar chinesa como uma questão de segurança direta para o bloco ocidental.
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