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Opep+ eleva produção de petróleo em 188 mil barris por dia para agosto

Sete países membros da Opep+ decidiram aumentar a oferta global de petróleo em 188 mil barris diários a partir de agosto, visando estabilizar o mercado internacional.

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Foto: Aljazeera
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05/07 às 11:15 · atualizado 06/07 às 09:20

Pontos principais

  • O aumento de 188 mil barris por dia foi aprovado por sete países, incluindo Arábia Saudita e Rússia.
  • A decisão foi formalizada em reunião virtual realizada no dia 5 de julho de 2026.
  • Este é o quarto aumento consecutivo nas metas de exploração do grupo Opep+.
  • A medida busca equilibrar a oferta global diante da instabilidade no Oriente Médio.
  • O conflito entre Estados Unidos e Irã tem gerado dificuldades logísticas no Estreito de Ormuz.
  • Países participantes devem compensar integralmente qualquer excesso de produção registrado desde janeiro de 2024.
  • Apesar do anúncio, os preços do petróleo WTI e Brent operaram em queda após a notícia.

Sete países membros da Opep+ anunciaram um aumento de 188 mil barris por dia em suas cotas de produção a partir de agosto de 2026. A decisão, tomada em reunião virtual no início de julho, marca o quarto ajuste positivo consecutivo nas metas do grupo. A medida envolve nações como Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Casaquistão, Argélia e Omã, que buscam estabilizar a oferta global de energia em um cenário de incertezas econômicas e geopolíticas. O grupo reforçou que manterá reuniões mensais para monitorar o mercado e garantir que os países compensem eventuais excessos de produção registrados desde o início de 2024.

Apesar do aumento na oferta, os contratos de petróleo Brent e WTI registraram queda logo após o anúncio. O mercado reagiu pressionado não apenas pela nova política da Opep+, mas também pela redução nas importações chinesas e pela liberação de estoques estratégicos. O setor continua sob forte influência da instabilidade no Oriente Médio, onde o conflito entre os Estados Unidos e o Irã tem provocado interrupções logísticas críticas no Estreito de Ormuz. Embora a produção do grupo ainda permaneça abaixo dos níveis anteriores ao agravamento das tensões regionais, a organização mantém uma postura cautelosa, reservando-se o direito de reverter cortes voluntários de forma gradual conforme as condições de mercado evoluírem.

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