História do Ara Ketu é destaque em debate sobre cultura periférica
A historiadora Vera Lacerda detalhou a fundação do Ara Ketu como ferramenta de transformação social e combate à desigualdade em Salvador.
Pontos principais
- Vera Lacerda fundou o Ara Ketu em 1980 para promover impacto social e afastar jovens da criminalidade.
- O instituto já capacitou mais de três mil jovens por meio de cursos profissionalizantes e musicais.
- O nome da agremiação homenageia a cidade de Ketu, no Benim, celebrando a ancestralidade africana.
- O debate ocorreu no Festival Latinidades, em Brasília, discutindo a importância da cultura periférica.
Durante o Festival Latinidades, em Brasília, a historiadora Vera Lacerda compartilhou a trajetória de fundação do Ara Ketu, criado em 1980 em Salvador. O projeto nasceu da necessidade de combater injustiças sociais na periferia, utilizando a música como principal ferramenta de transformação e inclusão. Ao longo das décadas, o instituto tornou-se referência ao capacitar mais de três mil jovens com cursos profissionalizantes e musicais, oferecendo alternativas à criminalidade. A iniciativa, que homenageia a ancestralidade africana através do nome da cidade de Ketu, no Benim, é reconhecida por inspirar outros movimentos, como o bloco Didá. O evento reforçou o papel fundamental dessas agremiações na construção da identidade e na resistência de mulheres negras, consolidando a cultura periférica como um pilar essencial para o desenvolvimento social e o empoderamento comunitário no Brasil.
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