Lavagem da Escadaria do Bixiga marca protesto contra racismo em SP
O bloco Ilú Obá de Min realizou ato cultural no Bixiga para questionar a abolição e reafirmar a memória negra no centro de São Paulo.
Pontos principais
- O evento ocorre anualmente em 13 de maio, data que os organizadores classificam como protesto contra a 'falsa abolição'.
- A manifestação utiliza tambores e água de cheiro para resgatar a história do Quilombo Saracura no bairro do Bixiga.
- O bloco Ilú Obá de Min, que completou 20 anos em 2024, lidera o cortejo com foco na perspectiva de mulheres negras.
- O manifesto lido durante o ato criticou opressões estruturais, incluindo o racismo, o machismo e o legado colonial.
O bloco afro Ilú Obá de Min realizou a tradicional Lavagem da Escadaria do Bixiga, em São Paulo, como um ato de resistência política e cultural. Realizado anualmente no dia 13 de maio, o evento contesta a narrativa histórica da assinatura da Lei Áurea, sendo definido pelos organizadores como um protesto contra a 'falsa abolição'. A celebração utiliza tambores e água de cheiro para ocupar o território, historicamente conhecido como Pequena África, visando combater o apagamento da memória negra na região central da capital paulista.
Completando duas décadas de existência em 2024, o bloco busca iluminar narrativas sob a ótica de mulheres negras. Durante o cortejo, foi lido um manifesto que denuncia opressões estruturais, como o racismo e o machismo, além de resgatar a importância do Quilombo Saracura, reafirmando a presença e a ancestralidade negra no desenvolvimento urbano e social de São Paulo.
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