Indústria de chips alerta governo dos EUA contra intervenção no mercado de memória
A associação SEMI afirma que medidas governamentais para controlar preços de chips podem agravar a escassez global causada pela demanda de IA.
Pontos principais
- A SEMI, que representa gigantes como Micron, Samsung e SK Hynix, enviou carta à administração Trump em 1º de julho de 2026.
- A entidade argumenta que intervenções estatais distorcem o mercado e podem prolongar a crise de oferta.
- A demanda por chips de memória é impulsionada majoritariamente por projetos de infraestrutura de IA e data centers.
- A escassez de memória deve persistir até 2027, com fabricantes priorizando chips de alta margem para IA em detrimento de componentes comuns.
- A associação sugere que o governo adote deduções fiscais para consumidores de eletrônicos, em vez de tentar regular preços ou capacidade.
- Setores como o automotivo e de PCs enfrentam aumentos de custos e restrições de produção devido ao desequilíbrio na oferta.
- Dados da TrendForce indicam que até 70% da memória produzida mundialmente em 2026 será consumida por data centers.
A associação industrial SEMI, que congrega os principais fabricantes globais de semicondutores, manifestou-se formalmente contra tentativas da administração Trump de intervir nos preços e na capacidade de produção de chips de memória. Em carta enviada a secretários de Estado, Defesa, Comércio e Tesouro, o grupo alertou que medidas intervencionistas poderiam distorcer os mecanismos de mercado, exacerbando a escassez que já afeta diversos setores da economia, desde a indústria automotiva até a de eletrônicos de consumo.
O desequilíbrio atual é atribuído à priorização da capacidade produtiva para atender à crescente demanda por infraestrutura de Inteligência Artificial, que consome a maior parte da oferta global de DRAM e NAND. Enquanto parlamentares e coalizões de compradores pressionam por medidas que garantam o abastecimento interno, a SEMI defende que o governo foque em incentivos fiscais para mitigar o impacto dos preços elevados aos consumidores finais, permitindo que as empresas continuem operando sob contratos de longo prazo para estabilizar a cadeia de suprimentos a longo prazo.
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