Indústria de chips pede que governo Trump evite intervenção no mercado
A associação SEMI alertou o governo dos EUA que políticas intervencionistas em preços ou produção de chips de memória podem agravar a escassez global.
Pontos principais
- A associação industrial SEMI enviou uma carta ao governo Trump em 1º de julho alertando contra interferências no mercado de semicondutores.
- O grupo, que representa gigantes como Micron, Samsung e SK hynix, defende que a autonomia de mercado é essencial para a estabilidade do setor.
- A entidade argumenta que intervenções que distorcem preços ou capacidades produtivas podem prolongar a atual escassez de componentes.
- A demanda por chips de memória HBM, impulsionada pela inteligência artificial, tem reduzido a capacidade disponível para a DRAM comum.
- A SEMI propõe que o governo adote créditos tributários em vez de medidas protecionistas para aliviar a pressão de custos na cadeia de suprimentos.
- O posicionamento surge em um momento de pressão política sobre o uso de chips de fabricantes chinesas, como a CXMT e YMTC, por empresas como a Apple.
A associação industrial SEMI, que representa os principais players do setor de semicondutores, como Micron, Samsung e SK hynix, enviou uma carta formal ao governo do presidente Donald Trump manifestando preocupação com possíveis intervenções estatais no mercado de chips de memória. O grupo argumenta que qualquer tentativa de regular preços ou ditar a capacidade produtiva de forma artificial pode desestabilizar a cadeia global de suprimentos, prolongando a escassez que afeta a indústria tecnológica internacional. Segundo a entidade, a priorização da produção de chips HBM, essenciais para o desenvolvimento de inteligência artificial, tem pressionado a oferta de DRAM convencional, criando um cenário de alta demanda que exige soluções baseadas em mercado e não em restrições governamentais.
Em vez de medidas intervencionistas, a SEMI sugere que o governo americano foque em incentivos fiscais e na manutenção de contratos de longo prazo para mitigar os custos. O alerta ganha relevância em um contexto de tensões geopolíticas, especialmente após relatos de que empresas como a Apple teriam buscado fornecedores chineses, como a CXMT e YMTC, para suprir suas necessidades. A indústria defende que a flexibilidade operacional é fundamental para que as empresas consigam atender ao crescimento projetado de 19% ao ano na capacidade produtiva, garantindo que a infraestrutura tecnológica global não seja prejudicada por políticas protecionistas que possam limitar o acesso a componentes vitais.
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