Gestora Asarock concentra fundos sob investigação por fraudes
Nova gestora reúne ativos de fundos ligados a irregularidades em empresas como Ambipar, Digimais e OAS após liquidação da Reag pelo Banco Central.
Pontos principais
- A Asarock Asset Management absorveu cerca de 50 fundos que eram geridos pela Reag, instituição liquidada pelo Banco Central.
- Investigações apontam o uso de fundos da ID CTVM para mascarar prejuízos financeiros no Banco Digimais.
- Credores acusam a Ambipar de utilizar fundos para inflar balanços durante seu processo de recuperação judicial.
- A Justiça Federal bloqueou R$ 250 milhões de Lélio Vieira Carneiro Junior por suspeitas de fraude tributária.
- Decisões judiciais já reconheceram fraudes em operações do fundo Zegama relacionadas à falência da empreiteira OAS.
A recém-criada gestora Asarock Asset Management tornou-se o centro de atenções do mercado financeiro ao concentrar cerca de 50 fundos anteriormente sob gestão da Reag, instituição que teve sua liquidação decretada pelo Banco Central. A transferência de ativos levanta preocupações, uma vez que diversos desses fundos são alvos de investigações por suspeitas de fraude, sonegação fiscal e manipulação de resultados contábeis em grandes companhias. Entre as irregularidades apontadas, destacam-se o uso de veículos financeiros para ocultar prejuízos no Banco Digimais e a suposta inflação de balanços pela Ambipar em meio à sua recuperação judicial. Além disso, a Justiça Federal já bloqueou R$ 250 milhões ligados a Lélio Vieira Carneiro Junior, enquanto documentos indicam falhas de governança, como a assinatura de papéis por pessoas sem atuação real na gestão. O caso reforça a vigilância sobre a integridade dos fundos de investimento no país.
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