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Venda direta de medicamentos pela Novo Nordisk pressiona ações de farmácias

O modelo de venda direta de canetas emagrecedoras via plataformas digitais gera incertezas sobre as margens de lucro das grandes redes brasileiras.

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Foto: InfoMoney
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02/07 às 08:02

Pontos principais

  • A Novo Nordisk testa a venda direta de Ozempic e Wegovy em plataformas como o Mercado Livre no Brasil e México.
  • Analistas do setor financeiro alertam que o modelo pode reduzir as margens de lucro das redes de farmácias listadas na B3.
  • A legislação brasileira impõe barreiras ao comércio eletrônico de medicamentos, exigindo vínculo com drogarias físicas registradas.
  • Ações de redes como RD Saúde e Pague Menos registraram quedas recentes devido à preocupação dos investidores com a mudança no setor.

A estratégia da Novo Nordisk de testar a venda direta de medicamentos de alto custo, como Ozempic e Wegovy, por meio de marketplaces digitais, tem impactado o mercado financeiro brasileiro. O movimento gerou receio entre investidores sobre a sustentabilidade das margens de lucro das grandes redes de farmácias, resultando em desvalorização recente das ações de empresas como RD Saúde e Pague Menos na B3. Embora o modelo digital avance, especialistas destacam que a legislação brasileira impõe restrições significativas, exigindo que o comércio eletrônico de fármacos esteja obrigatoriamente atrelado a uma drogaria física. Além das barreiras regulatórias, a capilaridade e a conveniência das lojas físicas permanecem como diferenciais competitivos que limitam, ao menos no curto prazo, uma ruptura total no modelo de distribuição tradicional do setor farmacêutico.

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